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Construção da capela


Em Meados de 1875, quando o então Exmo e piedoso Barão do Embaré (futuramente Visconde do Embaré), Sr. Antonio Ferreira da Silva Júnior construíra para a comunidade uma pequena capela, ele sequer sonharia com a grandiosa obra arquitetônica e artística que ela se transformaria.

Erigida em seus largos terrenos na praia do Embaré, a capela, que teve vida religiosa ativa durante toda a vida do Casal de Visconde do Embaré, e posteriormente na vida da Viscondessa, D. Flora Carvalhais da Silva caíra em completo esquecimento por um longo período de vinte anos, até que foi reformada, reconstruída e reinaugurada em 24 de novembro 1911 por intermédio do Padre Gastão de Moraes e com o auxílio e doação da comunidade local.

A reconstrução foi executada pelo empreiteiro Sammartini, que obedecia as plantas do engenheiro V. Spagnuolo, que por causa de um incidente levantado pelos referidos, que pretendiam fugir ao contrato estipulado, as obras restantes acabaram por ser concluídas pelo construtor Sr. Luiz Ferreira, que terminou os serviços a contento de todos.

Colocada à disposição da sociedade, logo a capela tornou-se pequena, necessitando ser ampliada, quando passou de uma simples capelinha a uma "verdadeira Igreja", como descrito pelo Padre Gastão em uma de suas cartas, em 1915.

"A capela foi reconstruída seguindo o projeto de Maximiano Hehl, obedecendo ao estilo Neo-Gótico, com uma torre de 20 m. de altura, com para raios. A capela media 23 m. de comprimento por 6.20 m. de largura".

"Encarregou-se das obras o operário português Manuel Gonçalves, Dirigindo-as e fiscalizando-as o notável arquiteto Edmundo Krug. Na frente destaca-se, em um pequeno nicho, o orago Santo Antonio, colocado por cima da rosácea central, com vitrais da grande casa Conrado Sorgenicht".

"Interiormente em vez de paredes brancas e nuas, um grande artista austríaco, Steinlacher, pintou-as com esplendido vigor, separada a capela mor da nave, um enorme arco gótico que deixa ver o fundo ricamente colorido, onde esta o altar em mosaico, oferecido pelos R.R. Padres Jesuítas do Sagrado Coração de Jesus de Santos, para chamar as cerimônias há cinco Sinos, propriedade da irmandade de São Benedito".

Desde a ultima "restauração" no ano de 1915, pouco se fez na capela, até passar para a Cúria Metropolitana.

Sempre se celebraram as festas anuais de Santo Antonio no domingo depois do dia 13 de junho. Nos outros domingos e dias santos, celebrava-se unicamente uma missa à 10:30h, muito freqüentada pela nata da sociedade santista.

Créditos: Danilo Bras e Fernando Gregório